7 de abril de 2007

...tem dias em que a gente se sente um pouco, talvez, menos gente...




À s vezes a pessoa em quem mais confiamos é aquela que primeiro nos mostra a verdade... O amor nunca vale a pena.

5 de fevereiro de 2007

..."estrelas estão sempre se apagando no céu"...



...e quando abro a página inicial da instituição onde trabalho, sempre há uma nota de falecimento lá. Que destino cruel... Em pensar que passamos a vida querendo sempre mais, lutando e lutando por aquilo que julgamos conveniente, e de repente, como um cometa em velocidade estonteante, kabum!, caímos por terra, e literalmente, a sete palmos abaixo da superfície... Não sei como é morrer, e creio que você também não, mas no fundo deve ser calmo... Apesar de depois de algum tempo um monte de bichos malditos infiltrarem a sua pele em busca do néctar vital que não mais sente, que não mais ama, que não mais vive... Carne e osso, disso somos formados, então porque insistimos no luxo, nos sentimentos, nos cabelos ao vento? Porque percorrer o mundo atrás de felicidade, de identidade, de realidade, se no fim tudo vai ser coberto com um monte de terra fria e úmida? Sempre me questiono quanto à vulnerabilidade humana, e me desconformo, me desmonto, me remôo e destroço quando não consigo parar de pensar nisso, exceto quando acordo jogado na cama, sem companhia e sem coberta. As pessoas solitárias não temem a morte. Elas temem o frio do inverno, a chuva lá fora, a lágrima solta... Pessoas solitárias não temem a morte, elas vibram em finais felizes, se botam em prantos em propaganda de plano de saúde, e até se desmantelam por mendigos educados, mas a morte não, elas não temem a morte. Morrer acaba se tornando a única saída: Solução. Mas pessoas solitárias não cometem suicídio. Suicídas são esquisofrênicos, e estes não são sós: Sempre tem um amiguinho imaginário por perto! Só quem chega em casa depois de um dia duro, sem nada pra fazer então, sem um corpo pra abraçar, com mil coisas a fazer, mas sem coragem pra tentar, sabe como é não temer o fim. O que não siginifica adorar a morbidez do juízo final, tampouco colecionar fotos de gente morta. Mas não temer a morte significa, sim, temer a vida... Ter medo de viver é como apostar alto num grande jogo, sem saber as possibilidades de perda ou vitória, mas ainda assim ter de torcer pra que no final tudo fique bem. Temer a vida é já ter se decepcionado tanto que as expectativas não mais fazem diferença, que as esperanças não mais acalentam a alma... Há quem teme a vida, quem teme a morte, e vice-versa, mas não conheço quem não tema ambas... Nós realmente somos como as estrelas, dispostas num céu imenso de forma confusa, ora aglomeradas, ora distintas num canto escuro do infinito, e quando menos se espera chega a hora de cair... Mesmo depois de se apagarem as estrelas emanam seu brilho, e assim também somos nós... Afinal, como uma amiga minha sempre diz... Quem quase morreu ainda vive, porém quem quase vive já morreu. Eu continuarei lendo obtuários, continuarei sentindo por quem foi... Continuarei inclusive vendo o brilho das estrelas no céu, mesmo que já tenham se apagado, mas mesmo temendo a vida, e não temendo a morte, eu não irei apagar para que somente depois meu brilho se espalhe... Devemos brilhar enquanto fontes de luz própria, pois se por acaso chegar o dia em que não mais isso se faça possível, preferível se lançar fortemente ao chão, pelo simples fato de não admitir uma existência medíocre e parasita, dependendo de luz alheia e brilho falso. Mas seja como for, nem as estrelas, nem as pessoas... Nenhuma delas perde a essência, a história, a virtude, a glória... Sejamos então um pouco mais estrelas, quem sabe assim se descubra o verdaeiro significado da luz.

E creio que se as taxas elétricas continuarem a subir, só mesmo à luz de estrelas pra se conseguir viver!

31 de janeiro de 2007

"... tenho quase certeza que eu não sou daqui"...

Às vezes eu sinto uma tremenda vontade de morrer... Não sei ao certo o que significa esse louco desejo, mas não o comparo com a tal liberdade pregada pelos góticos. Não é vontade de morrer pra sempre, mas por alguns instantes... Um breve período em que eu pudesse me ver longe daqui, totalmente fora dessa confusão sem sentido. Talvez por me sentir só. Talvez por não estar só.
Hoje, quando voltava pra casa, depois de acabar com minhas forças numa tentativa desesperada de adquirir um corpo perfeito, percebi que se me sobrasse um pouco mais de coragem eu jogaria o carro num precipício qualquer só para ver o que aconteceria. Cheguei a pensar em uma colisão premeditadamente acidental, mas que culpa teriam as vítimas do meu lapso melancólico? E porque eu penso nisso? Afinal de contas, ninguém nunca pensou no que fariam comigo... Sequer cogitaram a possibilidade de marcarem minha vida para sempre, de uma forma triste, e que me fariam chorar noites e noites adentro sem que eu pudesse reagir.
Penso no futuro... Num futuro brilhante. Me vejo comandando batalhões, ou quem sabe governando o mundo todo. Mas se não é isso que eu quero, por que pensar? Então chego a imaginar uma vida tranquila no meio do nada, crianda vaquinhas de tom acizentado, mas quando ligo a TV só ouço falar da tal doença que as vacas sofrem; e se, por um grande azar, umas das minhas vaquinhas sem-graça fossem contaminadas, eu teria que sacrificar toda a galera bovina: E isso ainda não é bem o que eu quero pra mim. Finalmente me vejo como estou agora... Livre, tranquilo... Preocupado com o dinheiro que não rende nada, mas tranquilo com o fato de que ainda estou por cima da carne seca! Estou cuidando do meu corpo, da minha mente... Sinto falta dos meus amigos, da minha família, mas tem dois caras de quatro patas aqui que, mesmo me enchendo o saco quando latem pro vizinho, me fazem sentir que não estou tão só assim... Eu não tenho filhos, nem esposa, e nem marido... E pra falar a verdade nem sei se quero ter; pra que passar toda uma vida em função de outras pessoas se você pode ser único? Gosto de ir e vir... Gosto de ficar também. Acho realmente excitante me deitar no sofá, sem roupa alguma, botar uma música relaxante e deixar que a imaginação me leve pra bem longe... Acho que isso é até melhor que aquele moranguete que eu comia no colégio na minha época de piá!
Tudo que sei é que estou deixando o tempo passar... As coisas acontecerem. Quem sabe isso signifique acomodação, mas que seja! Se me acomodar é não conseguir imaginar minha vida daqui a 4 ou 5 anos, então sou um hóspede dos mais malas em minha própria vida. Eu não sei o que acontecerá amanhã... Eu sequer lembro do que me aconteceu hoje... Então o que resta é realmente deixar a vida acontecer... Deixar a água cair sobre meu corpo como numa chuva de verão... Tentar acreditar que tudo vai dar certo, mesmo sabendo que no final sempre dá! E acho que é por isso, então, que sinto vontade de morrer momentaneamente, só pra não precisar lembrar que algum dia, em algum lugar, tudo irá mudar, mas que eu não estou nem aí para as mudanças... Eu não estou nem aí para o que pode acontecer...


E eu não faço a mínima questão de saber o porquê.

"...adeus ano velho, feliz ano novo; que tudo se realize no ano que vai nascer: Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender"...

Adeus pra toda a parafernalha de coisas que nos causaram tanta indigestão, e que por mais que as lembremos pela vida inteira, ainda assim sentiremos náuseas só de saber que aconteceram. Adeus pra todo o mal... Adeus pra todo o bem. O mal nos trouxe aqui e o bem apenas nos limitou à categoria de 'cara legal', o que não enche a barriga de ninguém, a menos que você seja o Papa. Adeus à idade anterior, o que nos frustra por sabermos que a cada ano que passa teremos sempre 'aquilo mais um', e que um dia iremos olhar pra trás e perceber que não fizemos praticamente nada do que gostaríamos de ter feito, mas teremos que nos conformar com a velha história de que 'fiz o que pude'. E adeus à escola de samba campeã, ao coelhinho da páscoa calórico, ao feriado chuvoso, à quaresma 'mal intensionada', ao grito de gol perdido, à copa do mundo desperdiçada, aos tiros pela saídos pela culatra; adeus ao papai noel sem graça, aos presentes parcelados, aos beijos roubados e condenados; adeus ao sim, adeus ao não; adeus a tudo e a todos que de um jeito ou de outro continuarão enchendo o saco no ano seguinte, mas que por alguma razão pode que seja a melhor coisa que aconteça.

Feliz pra quem ganhe na mega sena acumulada ou pra quem finalmente consiga engravidar do cara mais rico da parada. Feliz pra quem saiba aproveitar cada momento, e pra quem descubra que cada momento é único. Feliz pra quem aprenda uma língua nova, e mais feliz ainda pra quem beije muitas línguas novas! Feliz pra que souber levar, quem souber cair e levantar. Feliz pra quem consiga terminar o novo ano sem ser processado ou multado no trânsito. Feliz pra quem encontre o verdadeiro amor, e mais feliz pra quem descubra que ele não existe; e muito mais feliz ainda pra quem perceber que aquela figura ao lado não é nem a metade do que se pensa, e ridiculamente feliz quem saouber dar um pé-na-bunda da criatura! Feliz pra quem beber 365 dias sem sentir ressaca, e pra quem fumar qualquer coisa por aí sem se afogar com a fumaça. Feliz pra quem for capaz de sobreviver; feliz pra quem conseguir morrer antes de ser assassinado ou estuprada. Feliz pra que for feliz, o que, de alguma forma, não será tão feliz assim, se levarmos em conta o fato de que a felicidade é passageira e intransferível, e as pessoas estão cada vez mais distantes e egoístas.

Que tudo se realize pra quem apostar alto, pra quem cavar fundo, pra quem sair do mundo; se realize no bar da esquina ou no motel da rodovia. Que tudo se realize uniformemente e claramente... Que se realize legalmente, afinal, realizações têm sido cada vez mais raras, uma vez que hoje em dia ninguém mais realiza nada, manda realizar... E isso não é nada bom para o 'ano que vai nascer'.

Muito dinheiro no bolso... Ao ganhador da sena acumulada em milhões, porque o resto continurá caindo, devendo e se fodendo: O rico achando que é cada vez mais rico e o pobre, certo de que está cada vez mais pobre.

E saúde para vender, porque para dar meus queridos, ninguém tem dado mais nada... Se liga né?! Até a saúde tem custado caro nos postinhos do SUS. Mas que seja ao menos barato!...
Um Ano Novo bom, bonito e barato!

7 de novembro de 2006

..."levava uma vida sossegada, gostava de sombra e água fresca"...

... E então me boto a escrever novamente coisas que coiseam sem nem eu mesmo saber porquê! E talvez ninguém, de fato, saiba, mas tudo realmente acontece no seu devido tempo e lugar, mas que mundo é esse que não comporta tantas descobertas e dissoluções que confundem seus habitantes? Ainda lembro de quando eu era criança, e nada importava, senão aquela velha brincadeira de pique-esconde ou o mergulho profundo de bonecos de silicone num baldinho cheio de água; e naquela época nos dávamos ao luxo de disperdiçar água, mas hoje... Hoje nem em poça de água mais se pode brincar, ou corremos o risco de pegar dengue! Mas o fato é que o tempo passa rápido demais, e acabamos disperdiçando, além de água, tempo... Oportunidades em que poderíamos dizer o quanto nos importávamos, mas acabamos deixando passar em branco momentos assim, e depois eles nos fazem falta. Mas que nostalgia é essa menino Kdu? Não sei... (E é cômico eu mesmo responder minhas perguntas, mas não tenho nem mesmo os amigos de infância pra desabafar). E quando meu pai decidiu que eu deveria crescer: Aquilo foi o fim! É estranho como costumam dar rumo às nossas vidas: Você faz isso, depois aquilo e será bem sucedido! Quem garante? Você já parou pra pensar no que poderia ser da sua vida caso tivesse feito aquilo tudo que realmente teve vontade? Pode não ser muito bom, afinal o futuro a Deus pertence, e não vale nem um pouco a pena insistir num pretérito imperfeito do passado.
Às vezes me sinto um tanto perdido aqui... E quem não se sente? É muito simples observar um estranho na rua e jogar nele um rótulo de pessoa feliz, enquanto você, com seus problemas, se sente a última das criaturas. Ingenuidade. As pessoas que passam por nós na rua também choram. Elas também tem contas a pagar, filhos pra cuidar, trabalho pra terminar, livros para ler... Então por que reclamamos tanto se no final tudo acaba dando certo? Eu também não sei, mas o jargão de que ninguém está satisfeito com a vida que leva já virou regra, e sem exceções... Talvez porque quando você está numa fase 'up', parecendo que nada pode te atingir, a mínima coisinha que surge fora de seus planos acaba te mostrando o 'down', e você cai subtamente, como se te passassem uma rasteira por trás... E é inevitável desejarmos que a vida acabe, que as pessoas desapareçam. Isso é irônico, pois logo em seguida você ganha um beijo, seja do seu filho, da namorada ou do seu melhor amigo, e aquilo te faz voltar à vida, e desejar todas as pessoas novamente ao seu redor... Quem entende? É 'comirônico'!
Sempre digo, para lágrimas diante de mim, que temos duas opções pra tudo na vida: Ou nos deixamos abater, ou lutamos para dar a volta por cima. Há quem prefira o sofrimento, a dor, as lágrimas como companhia; a isso chamamos fraqueza... Mas não há quem não deseje profundamente conquistas, méritos, reconhecimento, e que lutam por tudo isso; são os fortes. Ou seja, ou nos condenamos a uma vida de fracos, aceitando tudo que nos é imposto, ficando sempre no anonimato, desolados com aquele mar de preocupações, ou decidimos, por nós mesmos, que ninguém, ninguém tem o direito de privar nossas qualidades, apagar nosso brilho, e moldamos nossa postura de fortes, mesmo que por vezes não frequentes, mas que na hora em que precisarmos, lá estaremos, de cabeça erguida e olhos adiante, prontos pra recomeçar depois de qualquer vendaval que destrua nossa cabaninha de sonhos.
Hoje eu entendo o valor do tempo... E não importa quanto ele tenha passado, a nossa essência, o nosso interior, serão sempre intocáveis... Permanecerão intactos, desde que assim desejemos. E é isso que quero dizer hoje... De ovelha negra para pastores albinos... Quem quiser, que venha comigo, e me ajude a espalhar, pelos quatro cantos do mundo, a única verdade que nos cabe: Sozinhos, em bandos, distintos ou parecidos, o que realmente nos importa é que a felicidade, a nossa realização, se resume no simples fato de podermos existir, viver cada dia de uma vez, sem medo, sem culpa... Que o tempo vai passar, as rugas irão aparecer, as lágrimas também inundarão nosso quarto madrugada dentro... Mas ainda assim teremos nossa força, nossa garra, porque o que nos diferencia dos fracos não é a determinação em fazer acontecer, mas a capacidade de recomeçarmos quando o que havíamos feito for destruído.
A escolha é simples: Seja fraco ao se contentar com o mais ou menos... Eu prefiro ser forte ao ser intenso, mesmo que pouco, ainda que muito: Os maiores destaques da humaninade nunca pararam pela metade... Os que venceram tornaram-se reis, os que fracassaram tornaram-se heróis, mas não se condene à mesma história dos que desistiram: Esses foram os fracos, e que sequer são lembrados por terem sido tão "médios".

E esse copo com líquido de teor alcoólico elevado ao meu lado me bota louco como o diabo: PINGA.

11 de outubro de 2006

..."contando casos, segredos"...

Mas que coração é esse que se confunde a cada esquina, num copo cheio? Ouça-me bem antes que teus sonhos se triturem por conta própria e não lhe restem nem o sinismo, nem o abismo cavado com seus pés. E se um dia tentastes decifrar o amor, em qual dia de todos de tua pobre vida conseguiu uma razão pra que teus segredos mais íntimos não mais lhe acalmassem com a certeza de que estavam em segurança? Ah, o amor! O amoooor minha gente! É complicado e perfeitinho em cada etapa... E realmente incrível sabermos que nunca saberemos sequer onde iremos nos encontrar...
A vida passa tão rápido, e a gente acaba perdendo de aproveitar cada chance, cada momento em que poderíamos descobrir enfim em qual corpo o nosso se encaixaria... E um dia desses ainda ouvi alguém me dizer que não devemos nos magoar... Sim, porque cada mágoa que julgamos ser fruto de um ser qualquer por aí, na verdade são resultados de nós mesmos, de nossa própria expectativa... Passamos uma vida procurando a pessoa perfeita... E quando nos damos conta estamos sempre sozinhos. Será mesmo que a busca é incompleta? Sim! Buscar um amor é como repetir o mesmo ritual de sempre... Acordar no sábado pela manhã, acreditar que aquele será o dia perfeito, arrumar o cabelo de uma forma diferente, vestir a melhor roupa e a roupa de baixo mais sexy; procurar um alguém correspondente às mais loucas taras pessoais é continuar saindo de casa com o perfume carregado (quase que nos causando enjôo!), a pele desmanchando de pó compacto e o semblante de quem não tem problema algum: E acabar sempre naquele maldito horário em que todo mundo vai pra casa, e você também; é chegar em casa querendo morrer por nada ter funcionado como você esperava porque de fato você sequer sabe como as coisas funcionam... Ir ao encontro de um amor é como se perder no vazio que nem você mesmo é capaz de preencher.
O amor deve acontecer, assim, sem querer... Deve exceder os limites da paciência ao tempo em que breca na procura inconsequente. É preciso se dar uma chance antes de tudo... É necesário se amar, se completar. O amor acontece quando você vai na padaria do Manuel pela manhã, com aquela cara amassada, com o cabelo solto no vento, cheio de preocupações com a conta de luz e o aluguel que vai vencer (meu Deus! O Aluguel!!!). E você vai voltar pra casa e perceber que o amor aconteceu de fato. Olhar no espelho e ver que bem ali, diante de você, como sempre esteve, há um reflexo... Uma imagem daquilo que as pessoas efetivamente vêem... E se você vai gostar ou não, só de ti depende. E caso você não se dê muito bem com o que vê, acho melhor ir repensando em você mesmo, pois se as coisas assim continuarem, uma pena, mas nem procurando, nem esperando: O amor só vai acontecer quando você se permitir isso. E você só vai se permitir quando perceber que na frente do espelho o que pesa não é uma boa maquiagem, tampouco uma roupa elegante, mas sim que se olhar bem fundo dentro dos próprios olhos irá perceber quão especial pode ser pra você mesmo... E para os outros.

Todos somos especiais, basta, apenas, que façamos a diferença.

10 de outubro de 2006

..."sempre que quiser ir às estrelas"...



..."corte fora os pés das galinhas"...

Mas não é que até as pobres penudas estão sofrendo com a crise econômica mundial?! Tadinhas das bichinhas... E de mim também ao ter de saber desse tipo de notícia: Mandar as patinhas dos animaizinhos pro espaço pra transformar os 29 dias, que passam apenas esperando para morrerem, em 19 dias... Como se já não bastasse as pobres criaturinhas saberem que irão pro abate, ainda vão começar a confundir seus DNA's pra que venham ao mundo com um pedaço a menos... Um não, dois! O que será depois? Bebês sendo programados pra virem sem cérebro? Quem sabe, afinal de contas é isso mesmo que o povo bom quer: Um bando de vegetais que não se intrometam nas suas mirabolantes artimanhas. E já que falei em mandar algo pro espaço, extra, extra (essa tá quentinha, recém saída do forno!), o melhor governante dos últimos tempos da terra do nunca apoia um movimento interplanetário! Fiquei realmente comovido com a tocante posição do companhero ao apoiar a causa de Plutão... 7 milhões investidos numa ONG a favor da volta de Plutão à órbita solar... Isso é realmente lindo... 20 mil investido em cada membro da dignificante causa, é ou não é pra chorar? - de raiva! Dezenas de milhares de pessoas morrendo, seja por fome ou por violência (cito essas porque são as mais top's de linha por aqui!) e o grande governante me aparece com mais essa? Tenha santa paciência... O cara sequer sabia que Plutão existia - isso se ainda não continua achando que Plutão é o cachorro do Mickey tamanho GG! Mas assim que é bonito meu povo... Vamos botar todos os planetas pra cima, e essa coisa aqui perdida entre Vênus e Marte que espere, ainda temos 4 anos pra peneirar o que sobrou e ver se resta alguma coisa... Mas enquanto isso, vamos lutar por Plutão!

Voltando às galinhas... Tadinhas das bichanas (mais uma vez!)... Ainda bem que além de Bolsa Plutão existe uma outra ordem seguindo no campo social, financiada pelo fundo sem fundo, é claro: Salvem os gatos cegos! Caramba!!! Foi informação demais pra um dia só... Eu ainda estou lutando pra acreditar que é tudo mentira e que o pessoal da faculdade blefou... E confesso que nem vou procurar detalhes, afinal de contas, da suposta causa disso tudo eu não duvido mais nada... E que coisa feia é essa Kdu?! Pobrezinhos dos gatinhos cegos... Melhor ir me preparando, porque hoje senti uma forte pontada nos olhos!!!

Bolsa Plutão, gato família, vaca atolada, mula manca... Assim caminha a humanidade... E as pobres das galinhas, que não têm nada a ver com isso, é que vão acabar sem os pés!

8 de outubro de 2006

..."essa estranha mania de ter pela vida"...

..."a dose mais forte e lenta de uma gente que ri quando deve chorar, e não vive, apenas aguenta"...

Como um anjo caído do céu não é tão simples recomeçar num vôo plano... Estranha mania de querer chegar alto, dura realidade quando se bate com a cara no chão. Mas o show tem que continuar; não é assim que dizem nos grandes espetáculos? Tudo bem, até num circo vagabundo de 5ª categoria o incentivo é o mesmo, e a palhaçada acaba sempre arrancando alguns sorrisos da platéia impaciente.
Talvez o mais ridículo da vida é saber que todos esperam tudo dar errado pra começar a fazer o certo... Será que precisamos provar o fel pra então sentirmos falta do mel? E eu que sequer gosto de mel? Aquilo cheio de pedacinhos cristalizados que me dão enjôo... Mas que paladar é esse que prefere o desgosto? Desgosto... A vida é desgostosa às vezes. Você sabe disso.
Então por que abriram meu carro na noite passada e não levaram tudo de uma vez? Teria sido mais fácil...Mais trágico. Imagina só como seria interessante ligar para minha mãe e dizer que fui assaltado e que foi como num filme de horror... As pessoas olhando pra mim como se eu fosse o ser mais indefeso do universo, e de fato estariam certas, afinal ainda não ganhei nenhuma estrela no céu e continuo esperando que alguém me presenteie com a mais brilhante. (...) E voltando à minha fatídica experiência, seria como pegar doce de criança: - Preciso de colo! E eu não precisaria ao menos pedir... Teriam filas em frente ao meu jardim apenas para me consolar, e então eu teria a chance de escolher o par perfeito! Mas que coisa boba essa de perfeição... Logo eu que sempre admirei a alta sociedade bandidista, sinceramente me decepcionei quando abri o carro (sem a chave, pois ao menos isso eles foram capazes de fazer : arrombar - e sem danos!) e estava tudo lá... Pior ainda perceber que o som estava fluindo docemente num My Happy Ending. E que coisa chata é essa de roubar apenas cartões de crédito e talão de cheques: Burros!!! Apenas me dei ao trabalho de acionar o 0800 e estava tudo resolvido... Coisa esdrúxula rir da sorte... E minha noite estava salva mais uma vez.

E, como se tudo fosse artificialmente inteligente, pude descobrir que esses bichinhos horríveis que enfiam nos pacotes de salgadinho de isopor, pra que as crianças engulam acidentalmente, desafiam qualquer gênio da física ao propor que se montem peças umas sobre as outras pra que no final se tenha um resultado empiricamente chocante: As pernas deles também podem ser colocadas em suas costas (...) e ainda mais: os braços se encaixam perfeitamente em suas nádegas!
KDU MIRANDA
Dias Melhores - Jota Quest